“A arte do ponto de vista da comunicação. Cultura
e Comunicação - Convergências Teóricas e Lugares de Mediação” – Jean Caune
Elane Teixeira
Franciele da Silva
Sinara Muriel
Sinara Muriel
Thiago Ribeiro
“A obra de arte não transmite, nem traduz, um conteúdo
preexistente a ela (...). O sentido da arte nunca está presente em sua
plenitude: ele deve ser construído por uma sensibilidade”
A obra em si mesma refere-se á autonomia do objeto, ou a certa prática.
O lugar das subjetividades da obra tem a ver com o autor + fruidor (emissor +
receptor). Vem do latim
subjectivus (subicere: “colocar sob” + jacere: “atirar, jogar, lançar”).
Em seguida o autor
apresenta a arte como forma cultural:
Representação espaço-temporal pela arte: Isto implica
um saber e uma atitude intencional do receptor.
Literatura do séc. 19: ilustração
das representações coletivas (vínculos entre o público e o privado)
Séc. 20: A emancipação
da dependência mimética do objeto da arte em relação ao objeto real
Theodor W. Adorno: A
perspectiva autônoma (para si) da obra de arte e a concepção da comunicação
(transmissão de conteúdo)
O autor ao mesmo
tempo que explica como se dá o processo da arte como comunicação, nega que tal
deva ser vista assim.. “nenhuma obra de arte deve ser descrita nem explicada
sob as categorias da comunicação” . Denota que a arte deve ser vista como um mundo próprio que não
transmite, nem traduz significações que lhe seja preexistente.
Ainda assim é
possível perceber a arte também como um
fato social que informa e orienta percepções, constrói o imaginário e estabelece
relações.
A arte pode ser vista como um suporte da
informação, uma fonte de significação:
Como meio de conhecimento do social (lugar de
encontro e testemunhos grupais).
A significação (querer dizer) da obra de arte
não é imediato, se dá no fenômeno da recepção.
“A percepção
artística não é um simples consumo passivo, ou mera assimilação de um conteúdo.
A arte é uma atividade fundamental do espírito, que não é da mesma natureza da
atividade linguística.”
A arte pode ser
vista como a produção de uma relação social, pode ser notada sua influencia na
vida coletiva ou como forma expressiva determinada pela sociedade.
Após a segunda guerra mundial a arte é
assumida conceitualmente como linguagem (Jakobson em poesia, Barthes em
literatura e teatro, Metz em cinema).
Ao analisar a estética sociológica como esquemas
de representação que se concretizam em uma forma específica o autor cita Matisse que diz que:
“Cada obra é um conjunto de signos, concebidos durante sua execução e
para as necessidades do lugar. Retirados da composição para a qual foram
criados, esses signos não tem mais nenhuma ação”
Por fim ao analisar
a obra pelo viés da concepção funcional, o autor permite analisar as funções da
linguagem propostas por Jakobson e sua relação com a dimensão comunicacional da
arte:
Ø
Função
expressiva (emotiva): Foca-se no locutor, evidencia o estado afetivo (ou da
técnica de expressão) do sujeito que expressa.
Ex: Um pintor no instante em que pinta um
quadro.
Em comunicação:
Intenção do querer dizer, do informar. Lugar de fala do emissor
Ø
Função
conativa (apelativa): Se orienta ao destinatário, como forma de obter efeitos
sensíveis
Ex: Um ator de teatro em cena.
Em comunicação: Utiliza-se do modo imperativo, no plano verbal. Supõe
sempre a presença de espectador(es).
Ø
Função
referencial (denotativa): O referente (a que se) do objeto artístico, é o
elemento central da análise estética (questões relativas à função ideológica da
arte, enquanto caricatura/revelação do real).
Ex: Um romance
Em comunicação: Diz
respeito ao contexto
Ø
Função
poética: A linguagem e a enunciação estética se manifestam em autonomia, em uma
composição de expressividade formal.
Ex: Uma pintura não figurativa
Em comunicação:
É a mensagem propriamente dita. Se
apresenta em qualquer prática que se sustente na sedução da forma concebida
(Publicidade, Design)
Ø
Função
metalinguística: Fundamenta-se na distinção entre dois níveis de linguagem
(linguagem-objeto e metalinguagem). A
arte é uma forma expressiva que dialoga com as formas antecessoras. A citação,
a referência e a variação, são as figuras formais que realizam tal função.
Ex: Uma crítica literária.
Em comunicação:
refere-se ao discurso focado no código.
Ø
Função
fática: Possui função social, como forma de estabelecimento do contato entre
pessoas. Proporciona uma atmosfera de sociabilidade
Ex: Uma peça de teatro interativa
Em comunicação:
Serve para estabelecer o contato na comunicação verbal (canal de trocas
informacionais).
Tais funções,
possibilitam entrever o que na atividade artística (tanto pelo objeto de arte quanto
pela prática expressiva) é do âmbito do processo comunicacional.
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