Universidade do
Estado da Bahia
Estética da
Comunicação
Docente: Ricardo Freitas
Discentes: Cristiane Costa
Daiana Maia
Rosana Rozeno
Tiales Nascimento
A
pureza impossível: consumindo imagens, imaginando o consumo
·
Para você o que é imagem?
Além
de se realizarem como imagem física ou como imagem-linguagem, as imagens podem
manifestar-se como juízo de valor, apreciação, conceito que uma mente humana
(ou grupo) atribui a alguém, a algo ou alguma coisa (pessoa, instituição,
organização, processo, objeto). Trata-se, segundo Gomes (1999, p. 148), de uma
homonímia; a imagem designa fenômenos distintos que têm em comum a propriedade
de serem “representações”.
·
Gomes (1999, p. 149) afirma que: (a) “é possível
ter imagem mesmo daquilo a que não corresponde qualquer representação visual”;
(b) nem todas as imagens podem “ser traduzidas visualmente”; e (c) “imagens se
fazem com ações e com discursos, principalmente, e, além disso, com
configurações expressivas que incluem claro, elementos visuais, ao lado de
outros tantos”.
·
Falar em consumo forçosamente implica, a partir
de então, a consideração das profícuas (eficientes) interfaces entre cena
tecnomidiática, cultura das mídias e culturas do consumo. E ele, por sua vez,
será apreendido como um processo que há muito ultrapassou o plano estrito da
posse e da apropriação de objetos. Ora, é o próprio debate sobre as
materialidades e a leitura crítica dos usos que nos ensinaram os sentidos desta
amplificação.
·
Para você o que significa consumir imagens?
A
Responsabilidade da Mídia
“Consumir,
hoje, é consumir cultura midiaticamente mediada, digitalmente interligada,
imaginariamente compartilhada, imageticamente realizada” (Rocha, 2009, p.269).
Canclini,
refletindo sobre o significado social das posses materiais, chega à proposição
de que a função essencial do consumo é sua capacidade para dar sentido. O consumo
é considerado como produção de sentido, vinculando-se às práticas cotidianas,
às ressignificações da ordem dominante e aos processos de construção
identitária.
·
Vilém
Fusser diz: “A sociedade do consumo é justamente uma sociedade que não consegue
consumir tudo o que produz, gerando uma grande quantidade de lixo.” Ali onde
Flusser enxerga o consumo, nós enxergamos o consumismo, processo que responde à
ordem das adições.
Higienizar o
lixo, transmudá-lo, é algo que nos mobiliza, muito mais do que reduzir a
produção dos excessos.
No “lixão a céu
aberto” em que se vê convertida a mídia massiva e a hiperprodução imagética que
ocupa, desenfreada, redes sociais e redes de televigilância, pouco se fala
sobre regulação do excesso, menos ainda sobre legislar sobre o visível, para
além da compulsão e do compulsório.
·
Obsessão pela produção de autorretratos- produzir
e divulgar as próprias imagens (tentar afirmar uma singularidade em meio à
universalidade impingida);
·
Paula Sibilia fala sobre o “show do eu”e os
impactos socioculturais da transformação da intimidade em espetáculo.
·
De acordo com Guy Debord, já não se trata, neste
caso, de uma relação entre sujeitos, mas de uma relação social entre pessoas
mediada por imagens. Por este ponto de vista, a espetacularização de si e a
estetização desenfreada do real, concorrem, de braços dados, para abalar a
autoria. Nos assujeitam, ao invés de nos fazer sujeitos.
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