quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Universidade do Estado da Bahia
Estética da Comunicação
Docente: Ricardo Freitas
Discentes: Cristiane Costa
                  Daiana Maia
                  Rosana Rozeno
                  Tiales Nascimento

A pureza impossível: consumindo imagens, imaginando o consumo
·         Para você o que é imagem?
Além de se realizarem como imagem física ou como imagem-linguagem, as imagens podem manifestar-se como juízo de valor, apreciação, conceito que uma mente humana (ou grupo) atribui a alguém, a algo ou alguma coisa (pessoa, instituição, organização, processo, objeto).  Trata-se, segundo Gomes (1999, p. 148), de uma homonímia; a imagem designa fenômenos distintos que têm em comum a propriedade de serem “representações”.
·         Gomes (1999, p. 149) afirma que: (a) “é possível ter imagem mesmo daquilo a que não corresponde qualquer representação visual”; (b) nem todas as imagens podem “ser traduzidas visualmente”; e (c) “imagens se fazem com ações e com discursos, principalmente, e, além disso, com configurações expressivas que incluem claro, elementos visuais, ao lado de outros tantos”.
·         Falar em consumo forçosamente implica, a partir de então, a consideração das profícuas (eficientes) interfaces entre cena tecnomidiática, cultura das mídias e culturas do consumo. E ele, por sua vez, será apreendido como um processo que há muito ultrapassou o plano estrito da posse e da apropriação de objetos. Ora, é o próprio debate sobre as materialidades e a leitura crítica dos usos que nos ensinaram os sentidos desta amplificação.
·         Para você o que significa consumir imagens?

A Responsabilidade da Mídia
“Consumir, hoje, é consumir cultura midiaticamente mediada, digitalmente interligada, imaginariamente compartilhada, imageticamente realizada” (Rocha, 2009, p.269).
Canclini, refletindo sobre o significado social das posses materiais, chega à proposição de que a função essencial do consumo é sua capacidade para dar sentido. O consumo é considerado como produção de sentido, vinculando-se às práticas cotidianas, às ressignificações da ordem dominante e aos processos de construção identitária.
·         Vilém Fusser diz: “A sociedade do consumo é justamente uma sociedade que não consegue consumir tudo o que produz, gerando uma grande quantidade de lixo.” Ali onde Flusser enxerga o consumo, nós enxergamos o consumismo, processo que responde à ordem das adições.
Higienizar o lixo, transmudá-lo, é algo que nos mobiliza, muito mais do que reduzir a produção dos excessos.
No “lixão a céu aberto” em que se vê convertida a mídia massiva e a hiperprodução imagética que ocupa, desenfreada, redes sociais e redes de televigilância, pouco se fala sobre regulação do excesso, menos ainda sobre legislar sobre o visível, para além da compulsão e do compulsório.

·         Obsessão pela produção de autorretratos- produzir e divulgar as próprias imagens (tentar afirmar uma singularidade em meio à universalidade impingida);
·         Paula Sibilia fala sobre o “show do eu”e os impactos socioculturais da transformação da intimidade em espetáculo.

·         De acordo com Guy Debord, já não se trata, neste caso, de uma relação entre sujeitos, mas de uma relação social entre pessoas mediada por imagens. Por este ponto de vista, a espetacularização de si e a estetização desenfreada do real, concorrem, de braços dados, para abalar a autoria. Nos assujeitam, ao invés de nos fazer sujeitos.

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