UNIVERSIDADE DO ESTADO DA
BAHIA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS
HUMANAS – DCH I
COMUNICAÇÃO SOCIAL –
RELAÇÕES PÚBLICAS
FRANCIELE
DA SILVA
THIAGO
RIBEIRO DE SOUZA
Texto-síntese, apresentado ao curso de
Comunicação social – Relações públicas da Universidade do estado da Bahia, como
requisito parcial para a conclusão da disciplina do 4º período, Estética e
Comunicação, ministrada pelo docente Ricardo Freitas.
SALVADOR
2014
O texto (capítulo) em que ficamos
responsáveis, versa sobre o livro: Cultura
e Comunicação - Convergências Teóricas e Lugares de Mediação, de Jean Caune.
Os pontos de convergência entre a
Comunicação, (aqui pensada e posta como uma especialidade do conhecimento
humano),e o fazer artístico, se dão como um encontro oportuno: o que podemos
fazer da Arte sem o aporte comunicativo? O que podemos fazer de uma Comunicação
que não se volta para viés artístico-cultural? São questões levantadas pela
obra em questão.
Caune, em sua possibilidade
provocativa, diz que “A obra de arte
não transmite, nem traduz, um conteúdo preexistente a ela (...). O sentido da
arte nunca está presente em sua plenitude: ele deve ser construído por uma
sensibilidade” ao tratar de tal forma,
podemos entrever, que o aporte comunicativo (e aqui, voltando aos meios
disponíveis pela Comunicação atual),
pode ser um elemento catalisador, para a “formação” de uma educação para a
Arte.
A obra faz um passeio
pelos corredores do fazer Arte, e inevitavelmente, ao trazer em seu escopo o
aporte de Comunicação e as contribuições da Arte, trata do conceito de
Subjetividade; fazendo-se alegria para filósofos e poetas.
A Arte posta como
forma cultural (de excelência) situada num contexto histórico-temporal
(movente), revela em seu substrato do fazer, categorias comunicativas: quem é o
emissor? E qual o lugar do interlocutor? Quem fala e quem ouve e reproduz? O público
intermedeia esta linguagem.
Logo à frente, há a
detecção do fazer artístico como fato social: um produzir em meio à
circunstâncias coletivas; estabelecendo relações, construindo imaginários,
orientando percepções, levando em conta o viés político; a escolha do que se
produz e reproduz, pelo aporte poítico em evidência.
Ao dizer que as
circunstâncias, de recepção do objeto, limitam o acesso, Caune nos direciona à
impossibilidade de trato com linguagens artísticas, que não são popularizadas politicamente e
culturalmente (pensando os dois fatores citados, como peças complementares).
Roman Jakobson, é citado no texto de
Caune, para aproximar os pólos: Arte e Comunicação; os atos que constituem um
emergir artístico para a Comunicação (verbal, gestual, auditiva, etc...), se
revelam nas dadas funções da linguagem Jakobsonianas: Expressiva, Conativa,
Referencial, Poética, Metalinguística e Fática. Estas categorias comunicativas
constituem o fazer artístico em maior ou menor grau, dependendo da proposta
artística.
Por fim, (levando em
conta, a extensão resumida do trabalho), podemos fazer um elo indissociável
entre Arte e Comunicação; no sentido em que as categorias comunicativas são
elemento-base para os processos artísticos e culturais.
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