sexta-feira, 26 de dezembro de 2014


UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS – DCH I
COMUNICAÇÃO SOCIAL – RELAÇÕES PÚBLICAS

FRANCIELE DA SILVA
THIAGO RIBEIRO DE SOUZA




ARTE E COMUNICAÇÃO: POSSÍVEIS CONVERGÊNCIAS







Texto-síntese, apresentado ao curso de Comunicação social – Relações públicas da Universidade do estado da Bahia, como requisito parcial para a conclusão da disciplina do 4º período, Estética e Comunicação, ministrada pelo docente Ricardo Freitas.













SALVADOR
2014




            O texto (capítulo) em que ficamos responsáveis, versa sobre o livro: Cultura e Comunicação - Convergências Teóricas e Lugares de Mediação, de Jean Caune.
           Os pontos de convergência entre a Comunicação, (aqui pensada e posta como uma especialidade do conhecimento humano),e o fazer artístico, se dão como um encontro oportuno: o que podemos fazer da Arte sem o aporte comunicativo? O que podemos fazer de uma Comunicação que não se volta para viés artístico-cultural? São questões levantadas pela obra em questão.
           Caune, em sua possibilidade provocativa, diz que “A obra de arte não transmite, nem traduz, um conteúdo preexistente a ela (...). O sentido da arte nunca está presente em sua plenitude: ele deve ser construído por uma sensibilidade” ao tratar  de tal forma, podemos entrever, que o aporte comunicativo (e aqui, voltando aos meios disponíveis  pela Comunicação atual), pode ser um elemento catalisador, para a “formação” de uma educação para a Arte.
            A obra faz um passeio pelos corredores do fazer Arte, e inevitavelmente, ao trazer em seu escopo o aporte de Comunicação e as contribuições da Arte, trata do conceito de Subjetividade; fazendo-se alegria para filósofos e poetas.
           A Arte posta como forma cultural (de excelência) situada num contexto histórico-temporal (movente), revela em seu substrato do fazer, categorias comunicativas: quem é o emissor? E qual o lugar do interlocutor?  Quem fala e quem ouve e reproduz? O público intermedeia esta linguagem.
           Logo à frente, há a detecção do fazer artístico como fato social: um produzir em meio à circunstâncias coletivas; estabelecendo relações, construindo imaginários, orientando percepções, levando em conta o viés político; a escolha do que se produz e reproduz, pelo aporte poítico em evidência.
          Ao dizer que as circunstâncias, de recepção do objeto, limitam o acesso, Caune nos direciona à impossibilidade de trato com linguagens artísticas, que  não são popularizadas politicamente e culturalmente (pensando os dois fatores citados, como peças complementares).
           Roman Jakobson, é citado no texto de Caune, para aproximar os pólos: Arte e Comunicação; os atos que constituem um emergir artístico para a Comunicação (verbal, gestual, auditiva, etc...), se revelam nas dadas funções da linguagem Jakobsonianas: Expressiva, Conativa, Referencial, Poética, Metalinguística e Fática. Estas categorias comunicativas constituem o fazer artístico em maior ou menor grau, dependendo da proposta artística.
           Por fim, (levando em conta, a extensão resumida do trabalho), podemos fazer um elo indissociável entre Arte e Comunicação; no sentido em que as categorias comunicativas são elemento-base para os processos artísticos e culturais.







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